Parece que a turma da lacração não consegue entregar nada no prazo. Depois de um silêncio ensurdecedor que já durava quase dois anos – provavelmente tentando encaixar mais alguma pauta identitária goela abaixo do público –, a Sony finalmente soltou a bomba na CinemaCon 2025: Spider-Man: Beyond the Spider-Verse, a conclusão da saga que ninguém pediu com o Miles Morales chorão, só chegará aos cinemas em 4 de junho de 2027. Sim, você leu certo. Quatro longos anos de espera desde o filme anterior, que, convenhamos, já esticava a paciência com seu multiverso confuso e sua necessidade de enfiar versões alternativas e “representativas” a cada cinco minutos. Para tentar acalmar os ânimos (ou o que restou deles), a Sony exibiu cenas exclusivas. E adivinhe? Mais drama adolescente e mimimi familiar. A prévia começa com Miles suplicando: “Você não pode me pedir… para não salvar meu pai”. Ah, pronto. Em vez de ação de super-herói, teremos mais um dramalhão sobre como o destino é injusto e como ele precisa “reescrever” tudo. É a jornada do “herói” moderno: chorar pelos cantos e desafiar as consequências, em vez de enfrentá-las. As novas imagens mostram mais do mesmo: Miles encarando sua versão “malvada” (outro Miles, que original!) e alguns momentos melosos com Gwen Stacy, porque a cota de romance politicamente correto também precisa ser preenchida. O foco parece ser totalmente nos conflitos internos e familiares de Miles, transformando o Homem-Aranha numa novela mexicana multiversal.
Incompetência Criativa ou Cansaço da Lacração?
Um atraso de quatro anos não é apenas um “detalhe”, é um sintoma grave. Levanta a suspeita óbvia: o que diabos aconteceu nos bastidores? A desculpa oficial certamente será a “atenção obsessiva aos detalhes” da dupla Phil Lord e Chris Miller. Mas conhecendo a indústria atual, é mais provável que seja uma combinação de indecisão criativa, brigas internas sobre qual agenda empurrar com mais força, e talvez até um leve pânico ao perceberem que o público pode estar começando a cansar dessa fórmula repetitiva de desconstrução e vitimismo. Será que a Sony está tendo dificuldades em equilibrar as exigências dos executivos com a visão “artística” (leia-se: ideológica) dos criadores? Ou será que simplesmente não sabem mais como contar uma história coesa sem apelar para a cartilha woke? Com a data agora cravada em 2027, a dúvida que fica não é se o filme fará jus à espera, mas sim se ele será apenas mais um produto esquecível, vítima da própria ambição desmedida de ser “relevante” e “diverso”, esquecendo-se do principal: ser um bom entretenimento. O risco de termos um filme remendado, cheio de concessões e com uma mensagem forçada é altíssimo. Preparem-se para mais uma dose cavalar de doutrinação sutil disfarçada de animação descolada. Só esperamos que, em 2027, ainda haja alguém disposto a pagar para ver.
Peter Parker retornará no terceiro jogo de Spider-Man da Marvel