Highlander imortal: vem aí o reboot com Henry Cavill e o diretor de John Wick

Highlander

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Por Claudio Dirani

 

Franquia ressuscita com o “Homem de Aço”

Já passou pela sua cabeça que um dos maiores flops de todos os tempos pudesse se transformar em um dos filmes mais cultuados dos anos 80 a ponto de ganhar sequências, série de TV e até um reboot 40 anos mais tarde?

Este é o caso peculiar de Highlander – O Guerreiro Imortal, longa de 1986 estrelado por Christopher Lambert e Sean Connery, que está prestes a ganhar uma versão novinha em folha com ninguém menos que o “Superman” Henry Cavill no protagonismo.

Sim, meus heróis. Highlander passou por trágico destino nas bilheterias, quando chegou às salas de cinema do planeta no mesmo ano de Top Gun – Ases Indomáveis, só que seu box office foi para lá de cataclísmico: US$ 12.8 milhões arrecadados, contra um investimento superior, beirando os US$ 17 milhões.

O fracasso da história do guerreiro escocês Connor MacLeod (Lambert) que passa a conviver com a maldição assistir seus entes queridos e amores faleceram, enquanto ele segue através do séculos com sua maldição de ser imortal, não impediu que a trama dirigida pelo australiano Russell Mulcahy fizesse alguns “milagres hollywoodianos”.

 

Highlander em VHS

 

 

Parte desses ditos efeitos sobrenaturais para a sobrevivência de Highlander, se deu pela chegada do filme em home video. Isto é: no bom e velho VHS, cujo único pânico era ter de rebobinar a fita antes de entregar à locadora para evitar multas.

A procura pelo filme para conferir em videocassetes no sistema VHS ou Betamax a partir de 1991 deu um boost no interesse pelas aventuras do guerreiro que só poderia ser morto, caso fosse degolado: missão essa, no decorrer da história criada por Gregory Widen (também conhecido pelo ótimo Backdraft – Cortina de Fogo, de Ron Howard), que se transformou em algo religioso para o macabro vilão The Kurgan (Clancy Brown), cuja missão é caçar MacLeod (Lambert) através dos séculos até eliminá-lo seguindo a premissa de que “Só pode existir um”. No caso, um guerreiro imortal.

 

 

Além da injeção de popularidade garantida pelas locações de vídeo, Highlander – o Guerreiro Imortal teve ainda a graça de contar com uma trilha sonora simplesmente composta e gravada pelo Queen, que contribuiu com faixas – a maioria delas, incluídas no LP A Kind of Magic. Entre elas, a canção-título além de “One Year Of Love”, “Don’t Lose Your Head”, “Princes Of The Universe”, “Who Wants to Live Forever” “Gimme The Prize” e “Hammer To Fall” – esta última, resgatada do disco anterior da banda, The Works (1984).

 

A herança do guerreiro imortal

 

Após o sopro de novas vidas recebido graças à campanha multimídia, Highlander começou a se transformar em uma franquia de respeito – ainda que com mais fracassos acumulados nas bilheterias.

A primeira sequência apareceu em 1991, acompanhando a chegada do original em videocassete. Com trilha de Stewart Copeland (The Police), Highlander: A Ressurreição chegou aos cinemas com a promessa de superar os ganhos do primeiro filme, mas fracassou novamente: apenas US$ 16 milhões arrecadados. Ou seja: menos da metade dos investimentos feitos na produção (US$ 32 milhões).

Nem mesmo a nova flopada da sequência serviu como empecilho para o terceiro produto da franquia Highlander. O diferencial de Highlander III: O Feiticeiro (1994), entretanto, foi marcado pelo encerramento parcial do cânone iniciado seis anos antes.

 

 

Explico melhor: todo o retrospecto visto no filme original foi mantido. Porém, os acontecimentos de “Ressurreição”, o segundo longa, deram lugar a uma nova linhagem em Highlander: A Batalha Final (2000) e Highlander: A Origem (2007) – ambos com o britânico Adrian Paul como Duncan MacLeod – outro membro do clã escocês que surgiu na tela pela primeira vez na (excelente e bem-sucedida) série de 6 temporadas – produzida entre 1992 e 1998.

A atração, aliás, serviu como link e crossover dos protagonistas da TV e cinema, ao promover o encontro na telona de Christopher Lambert com Adrian Paul. Ao todo, Lambert encerraria sua participação na franquia, com 5 atuações como o imortal Connor MacLeod, sendo a última em 2000.

 

 

Para fechar o ciclo Highlander, ainda houve uma ligeira lacradinha na tentativa de emplacar Highlander: The Raven, com a protagonista feminina Amanda (Elizabeth Gracen), mas que sucumbiu após uma única temporada em 1998. Em tempo: Highlander também virou um ótimo desenho animado, com duas temporadas exibidas entre 1994 e 1996. 

 

Entra em cena Henry Cavill e…John Wick

 

 

Nos últimos anos, muito se especulou sobre o retorno da saga Highlander aos cinemas. Após um false-start em 2008, o projeto voltou a esquentar na semana passada, quando notícias sobre a produção de um reboot foram parar nos trending topics – e com novidades animadoras para quem curte o gênero.

A começar pelo diretor: o americano Chad Stahelski – responsável pelos quatro longas protagonizados por John Wick (Keanu Reeves), além do spin-off Ballerina (Ana de Armas), programado para 2025.

Outro especialista em filmes de aventura com muita luta que já está no time é David Leitch. No currículo do produtor/diretor temos, além do primeiro John Wick, Deadpool 2, Trem Bala (com Brad Pitt) e Atômica (estrelado por Charlize Theron).

Para fechar o preview, a cereja do bolo fica para a confirmação do inglês e eterno Superman, Henry Cavill, no papel de Connor MacLeod.

O diretor Chad Stahelski explicou recentemente como trabalhou nos bastidores para convencer Cavill a aceitar o papel de Highlander:

 

“O ponto principal que usei para vender a ideia para [Henry Cavill] foi o seguinte: 

  •  Olha, (em Highlander) você tem um cara que está vivo há mais de 500 anos. Ele é a última pessoa no mundo que queria estar nessa situação. Então você consegue cobrir uma extensão bem ampla de um arco de personagem a partir dessa premissa. E você também consegue vivenciar alguém que treinou por mais de 500 anos e meio que usou nesse período técnicas de diferentes artes marciais… 
  • E estamos apresentando tudo isso, desde o início dos anos 1500 – lá nas Highlands escocesas –  para além dos dias atuais nas modernas Nova York e Hong Kong, e vendo como tudo isso se desenvolve. Há uma grande oportunidade para ação nesse roteiro”, complementou.

 

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