HOLLYWOOD DESTRÓI MAIS UM CLÁSSICO: AMAZON TRANSFORMA “GOD OF WAR” EM PESADELO WOKE

Compartilhe:

A série “God of War” para Amazon Prime, baseada no épico jogo de vídeo, está prestes a se juntar ao cemitério de adaptações destruídas por Hollywood. O que poderia ser uma celebração da brutal e impiedosa jornada de Kratos está rapidamente se transformando em outro desastre previsível nas mãos da indústria do entretenimento obcecada por agradar a multidão do politicamente correto.

Originalmente, o desenvolvimento da série estava nas mãos do showrunner Rafe Judkins, que havia trabalhado anteriormente em “The Wheel of Time” – outra adaptação da Amazon que já decepcionou muitos fãs por suas alterações desnecessárias ao material original. Junto com ele estavam os produtores executivos Hawk Ostby e Mark Fergus, que trabalharam em “Homem de Ferro” e “Filhos dos Homens”, tendo inclusive sido indicados ao Oscar pelo último.

Surpreendentemente, mesmo com scripts bem recebidos pela Amazon e Sony Pictures (segundo o IGN), toda a equipe foi abruptamente removida do projeto no final de 2024. A desculpa oficial? Uma “nova direção criativa”. Tradução: vamos tornar isso mais “adequado” aos tempos modernos, mesmo que isso signifique trair completamente a essência do jogo e insultar a inteligência dos fãs. A sala de roteiristas foi completamente dissolvida, forçando o projeto a começar do zero – um sinal claro de que algo está muito errado nos bastidores.

SHOWRUNNER QUE NUNCA JOGOU O GAME LIDERARÁ O MASSACRE

Como se a situação não fosse alarmante o suficiente, a Amazon nomeou Ronald D. Moore como o novo showrunner, escritor e produtor executivo. Moore é conhecido por seu trabalho em séries como “Battlestar Galactica”, “Outlander” e “For All Mankind”. Mas aqui está a bomba: o homem encarregado de adaptar um dos jogos mais importantes da história admitiu publicamente que não é um jogador e acha os controles de videogames “desafiadores”.

É como contratar um vegano para dirigir um documentário sobre churrasco. Como alguém que nunca experimentou a jogabilidade visceral, a narrativa íntima e a evolução emocional de Kratos pode capturar a essência do que torna “God of War” especial? A resposta é simples: não pode. Mas talvez esse seja exatamente o ponto – encontrar alguém distante o suficiente do material original para não resistir quando pedirem para “modernizá-lo”.

Piorando a situação, a série aparentemente pulará toda a rica história de origem de Kratos na Mitologia Grega e irá diretamente para a saga nórdica de “God of War: Ragnarök”. É como começar “Star Wars” pelo Episódio VII – você perde toda a construção do personagem que dá significado e peso às suas ações posteriores. A jornada de Kratos de guerreiro espartano sedento por vingança a pai relutante é fundamental para entender quem ele é.

Mas quem se importa com desenvolvimento de personagem quando você pode simplesmente pular para a parte mais recente e “relevante”, não é mesmo? A Amazon claramente prefere surfar na popularidade do jogo de 2018 do que contar a história completa e complexa de um dos personagens mais fascinantes dos videogames.

Esta é apenas mais uma prova de que Hollywood não respeita os fãs nem as propriedades que adapta. Eles adquirem IPs populares apenas para esvaziar sua alma e injetar suas próprias agendas. Enquanto isso, nós fãs somos deixados para chorar por mais uma obra-prima arruinada nas mãos dos “criativos” de Hollywood.

A menos que um milagre aconteça, prepare-se para ver Kratos, o Deus da Guerra, transformado em apenas mais um personagem genérico, domesticado e “consciente” que não ofenderá ninguém, mas também não inspirará ninguém. Exatamente o oposto do personagem que aprendemos a admirar.

Kratos pode rumar ao Egito em ‘God of War’

Publicidade
Publicidade