A mesma Hollywood que gastou milhões promovendo agendas progressistas e atacando Trump durante anos agora se encontra vulnerável às políticas econômicas do presidente que tanto desprezou. As tarifas “recíprocas” anunciadas na quarta-feira não causarão “danos diretos” significativos às empresas de mídia e entretenimento, como admitiu o analista sênior da Morningstar Matthew Dolgin, mas o impacto secundário poderá ser devastador para quem construiu um império baseado em moralismo superficial.
Os estúdios e executivos que adoram dar lições de moral ao público americano comum enquanto faturam bilhões agora enfrentam a dura realidade: quando a economia aperta, o entretenimento é um dos primeiros gastos a ser cortado. As mesmas corporações que se apressaram em adotar causas “woke” para parecer virtuosas estão vendo suas ações despencarem: Disney (-9,3%), Warner Bros. Discovery (-13,3%), Live Nation Entertainment (-6,4%) e Roku (-15,6%).
Ironicamente, enquanto os CEOs de Hollywood recebem salários astronômicos pregando igualdade, são os trabalhadores comuns da indústria que sentirão o verdadeiro impacto se a recessão se concretizar. Aqueles mesmos executivos continuarão em suas mansões em Beverly Hills, enquanto técnicos, assistentes e equipes de produção poderão perder seus empregos.
A Bolha de Privilégio Finalmente Estoura
O pânico que se instalou na indústria do entretenimento após o anúncio das tarifas revela uma verdade inconveniente: Hollywood vive em uma bolha de privilégio, desconectada da realidade econômica da maioria dos americanos. Por anos, a indústria se beneficiou da globalização desenfreada enquanto sermonizava o público sobre justiça social.
A Disney, cujos parques temáticos e experiências geram a maior parte do seu lucro, provavelmente verá o turismo e a frequência diminuírem durante uma recessão. A mesma Disney que não hesitou em alienar metade do público americano com posicionamentos políticos agora enfrenta a perspectiva de clientes economizando seu dinheiro suado em vez de gastá-lo em bilhetes caros e merchandising inflacionado.
A Associação de Tecnologia do Consumidor criticou duramente o plano de Trump, alegando que “os americanos ficarão mais pobres por causa dessas tarifas.” Curiosamente, essa mesma indústria tecnológica tem lucrado enormemente com a fabricação barata no exterior, enquanto defende virtudes progressistas em casa.
As tarifas de Trump estão forçando Hollywood a enfrentar uma realidade que tentou ignorar: no final das contas, o sucesso ainda depende do consumidor médio americano, aquele mesmo que a indústria frequentemente despreza. E quando esse consumidor precisa escolher entre colocar comida na mesa ou assistir ao último blockbuster carregado de mensagens políticas, a escolha é óbvia.
Enquanto os executivos de estúdio se escondem em suas salas de reunião, planejando cortes de orçamento sem reduzir seus próprios bônus milionários, fica claro que a “preocupação social” exibida por Hollywood sempre teve um preço – um preço que agora pode ser alto demais para sustentar quando a realidade econômica finalmente bate à porta.
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