Ian McKellen mergulhou nos livros de Tolkien para viver Gandalf em O Senhor dos Anéis

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Quando o ator Ian McKellen foi escalado para interpretar Gandalf na trilogia O Senhor dos Anéis, dirigida por Peter Jackson, ele sabia que tinha em mãos um desafio e tanto. Gandalf não é apenas um dos personagens mais icônicos criados por J.R.R. Tolkien, como também um dos mais complexos. Então, para se preparar adequadamente, McKellen fez o que todo bom ator faria: mergulhou de cabeça nos livros.

Em uma entrevista concedida em 2003, pouco antes do lançamento de O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, terceiro filme da saga, McKellen explicou como estudou a obra de Tolkien para entender a essência de Gandalf. Primeiro, ele sempre carregava um exemplar d’O Senhor dos Anéis no bolso do figurino de Gandalf, o Cinzento. Todas as noites, antes das filmagens do dia seguinte, McKellen lia os trechos que seriam adaptados para buscar detalhes que poderiam enriquecer sua atuação e ajudá-lo a defender o material original de Tolkien.

Essa dedicação diária aos livros fazia McKellen ter insights valiosos sobre o mago. Quando ele identificava algum aspecto importante do personagem ou linhas que agregariam à narrativa, McKellen as apresentava a Peter Jackson, que quase sempre concordava em incorporá-las aos roteiros. Nesse processo, o ator e o diretor acabaram estabelecendo uma relação de mútua confiança e respeito.

Em outro momento da entrevista, Ian McKellen também fala sobre sua visão de Gandalf e como ela diferiu em alguns pontos da de Peter Jackson. Ele explica que, como ator, buscava sutilezas e nuances para compor o mago. Já Jackson preferia emoções mais explícitas e diretas, para que não restassem dúvidas sobre o que Gandalf estava sentindo em cada cena.

Por exemplo, se o personagem estava com raiva, Jackson queria que McKellen expressasse isso de forma mais contundente. Já o ator achava que Gandalf poderia controlar a raiva com calma aparente, como quem disfarça uma emoção fervente por trás de um semblante sereno. Essas divergências geravam discussões produtivas entre os dois.

No final, chegavam a um meio-termo: gravavam a cena de ambas as maneiras e Jackson escolhia na edição qual versão preferia. Para McKellen, esse embate criativo só enriqueceu sua composição de Gandalf. Apesar de admirar o talento do cineasta, ele não abria mão de apontar outros ângulos para explorar o personagem.

Essa postura estudiosa de Ian McKellen, mergulhando fundo na fonte literária, é um excelente exemplo para qualquer ator que queira honrar o material original. Seu Gandalf passeia habilmente entre a escala épica das batalhas e a humanidade contida nos pequenos gestos. É sábio e poderoso, mas também caloroso e falível.

Em grande parte, McKellen alcança essa tridimensionalidade ao beber diretamente dos romances, capturando os matizes que Tolkien imprimiu ao mago. Sua dedicação aos livros injetou nuances à franquia e tornou Gandalf ainda mais icônico no cinema. Um trabalho que exigiu não apenas talento e técnica, mas uma intimidade profunda com a obra adaptada.

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