James Gunn pode salvar o Universo DC com o novo Superman?

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O teaser do novo filme do Superman exibido na CinemaCon esta semana não é apenas mais um trailer. É, literalmente, o último suspiro de uma franquia cinematográfica à beira da falência criativa. Com lançamento marcado para 11 de julho de 2025, o Superman dirigido por James Gunn carrega nas costas o peso de uma galáxia inteira de expectativas – e um histórico vergonhoso de tropeços consecutivos que transformaram a sigla “DC” em sinônimo de “Decepção Completa” para muitos fãs.

Um Teaser de Esperança (ou de Desespero?)

Os cinco minutos de imagens apresentados pela Warner Bros. Discovery no CinemaCon mostram um Superman (David Corenswet) ferido e caído na neve após uma batalha aparentemente brutal – uma metáfora perfeita para o estado atual da própria franquia. A Fortaleza da Solidão reaparece com seus robôs inspirados nos clássicos, incluindo um dublado por Alan Tudyk, que tenta injetar humor em uma situação que, para executivos da Warner, não tem absolutamente nada de engraçada.

A aparição de Krypto, o super-cachorro, parece ser a tentativa clássica de Gunn de equilibrar drama e leveza – uma fórmula que funcionou nos Guardiões da Galáxia, mas que agora precisa realizar o milagre de ressuscitar um universo cinematográfico inteiro. O tom parece seguir a linha da Era de Prata dos quadrinhos, com grandiosidade e consequências, mas sem a seriedade excessiva que afastou parte do público nos filmes anteriores. A pergunta que fica: será que um super-cachorro consegue salvar uma super-franquia?

A Procissão de Fracassos que Trouxe o Superman até Aqui

O caminho que levou a DC a apostar todas suas fichas em um único filme é pavimentado de explosivos fracassos de bilheteria. Aquaman e o Reino Perdido, O Flash, Shazam: Fúria dos Deuses, Black Adam, Mulher-Maravilha 1984 e Besouro Azul compõem um panteão de decepções que faria até o Batman querer se aposentar de vez.

O caso mais emblemático foi O Flash, que custou centenas de milhões, prometeu revolucionar o multiverso DC e acabou sendo um dos maiores fiascos financeiros recentes de Hollywood – provando que nem mesmo viagens no tempo podem salvar roteiros ruins e decisões executivas questionáveis.

James Gunn, agora co-presidente do DC Studios junto com Peter Safran, não está apenas dirigindo um filme – está tentando ressuscitar um paciente em estado terminal. A Warner Bros. Discovery não está simplesmente lançando mais um filme de super-herói; está, literalmente, jogando sua última moeda em uma máquina caça-níqueis, rezando por um jackpot que possa financiar todo um universo cinematográfico planejado.

O Superman de Corenswet surge, portanto, não apenas como um herói para Metropolis, mas como o salvador financeiro que a Warner desesperadamente implora que ele seja. Se este filme falhar, não será apenas o Homem de Aço que cairá do céu – será toda uma franquia bilionária que poderá finalmente atingir o solo com força catastrófica.

A ironia é palpável: após anos construindo um universo de super-heróis, a DC finalmente se encontra na posição de precisar de um.

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