PARAGUAI CONQUISTA O MUNDO: FILME SOBRE DITADURA ARREBATA GRANDE PRÊMIO EM BUENOS AIRES!

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O documentário “Bajo Las Banderas, El Sol”, dirigido pelo cineasta paraguaio Juanjo Pereira, conquistou o Grande Prêmio da competição Internacional na 26ª edição do Festival de Buenos Aires (Bafici). A cerimônia de premiação ocorreu na noite de sábado, embora o festival continue com exibições no domingo. Essa vitória marca um momento histórico para o cinema paraguaio, representando o maior êxito do país em festivais internacionais desde a consagração de “As Herdeiras” em 2018.

O filme já havia recebido o Prêmio da Crítica conferido pela Federação de Imprensa Cinematográfica (Fipresci) no Festival de Berlim deste ano. No Brasil, o documentário também teve recente passagem pelo festival É Tudo Verdade, onde foi igualmente bem recebido pela crítica especializada.

“Bajo Las Banderas, El Sol” destaca-se por sua estrutura formal inovadora e pela exuberante montagem que revisita o ano de 1989, quando chegou ao fim a ditadura de Alfredo Stroessner após 35 anos no poder – um dos regimes autoritários mais duradouros do mundo. Juanjo Pereira desenvolveu um trabalho meticuloso de resgate de arquivos audiovisuais que haviam sido abandonados após a queda do ditador. Esse material, originalmente criado para moldar uma identidade nacional e celebrar um regime, que estava fadado ao esquecimento até a intervenção do cineasta.

BRASIL E OUTROS PREMIADOS NO FESTIVAL PORTENHO

A língua portuguesa também teve seu momento de glória no Bafici 2025. O curta-metragem brasileiro “Minha Mãe É Uma Vaca”, dirigido por Moara Passoni, foi escolhido como a Melhor Curta da seleção internacional. Escrito por Fernanda Frotté em parceria com a diretora, o filme tem chamado atenção em festivais desde sua exibição em Veneza, destacando-se pela direção de arte de Isabel Azevedo e pela fotografia de Carolina Costa.

A narrativa acompanha a jovem Mia, que aguarda notícias sobre o paradeiro da mãe. Sob os cuidados da tia no mítico cenário do Pantanal brasileiro, a menina enfrenta ameaças naturais como onças e queimadas, descobrindo que o amor pode se manifestar de maneiras inesperadas.

Outros destaques do festival incluem “Le Rendez-vous de L’Été”, de Valentine Cadic, que levou o prêmio de Melhor Filme da seleção internacional. A produção francesa aborda a história de uma jovem que visita Paris e encontra a França completamente absorvida pelos Jogos Olímpicos. O chileno Tomás Alzamora Muñoz recebeu o troféu de Melhor Realização por “Denominación de Origen”, enquanto “A Day Cut Short”, da argentina María Villar, conquistou o Prêmio Especial do Júri.

Na categoria de Melhor Interpretação, Maria Cavalier Bazan foi premiada por seu trabalho em “Aimer Perdre”, produção belga. Já o documentário argentino “LS83”, de Herman Szwarcbart, que entrelaça memórias de infância do escritor Martín Kohan com arquivos inéditos do noticiário do Canal 9 entre 1973 e 1980, garantiu o Grande Prêmio Cidade de Buenos Aires.

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