Houve um tempo em que os super-heróis existiam para inspirar, emocionar e fazer sonhar. Hoje, para os ativistas que dominam a indústria dos quadrinhos e do entretenimento, eles não passam de veículos para propaganda ideológica barata – e o Superman é sua vítima mais recente e notória.
A publicação Reactor, afiliada à Tor Books, lançou mais um artigo indigesto tentando transformar o Homem de Aço em peça de propaganda sobre imigração e políticas raciais. Como se os leitores de quadrinhos precisassem de mais um sermão político disfarçado de “análise cultural”.
Este é apenas o mais recente exemplo de uma tendência lamentável: a colonização dos personagens clássicos por ideólogos que desprezam o material original e os fãs que os amaram por décadas. O resultado? Vendas em queda livre, fãs abandonando as séries e personagens icônicos transformados em paródias irreconhecíveis de si mesmos.
A OBSESSÃO COM RAÇA QUE NINGUÉM PEDIU
O artigo em questão tenta desesperadamente encaixar o Superman na narrativa do “imigrante indocumentado” e da “pessoa de cor que precisa fingir ser branca para ser aceita”, ignorando completamente o contexto de ficção científica do personagem.
“Não apenas Kal-El é um alienígena, mas em muitas continuidades, ele é um alienígena indocumentado, tendo sido lançado para a Terra quando bebê. Ele nunca passou por nenhum processo formal de imigração”, escreve o autor, como se a analogia não fosse forçada ao ponto do ridículo.
Aparentemente, no mundo desses “jornalistas”, não há espaço para histórias de ficção científica ou fantasia. Tudo deve ser reduzido à política identitária moderna. Seguindo essa lógica absurda, amanhã estarão afirmando que a Mulher-Maravilha representa a luta das mulheres trans, que o Aquaman simboliza os refugiados climáticos e que o Lanterna Verde é uma metáfora para o ativismo ambiental.
A DISTORÇÃO DELIBERADA DA HISTÓRIA
Mas o pior vem quando o artigo tenta explorar as origens judaicas dos criadores do Superman, Jerry Siegel e Joe Shuster, para justificar sua agenda política atual:
“Provavelmente não é inteiramente coincidência que o Superman foi criado por dois judeus, Jerry Siegel e Joe Shuster, ambos filhos de imigrantes (e Shuster era ele próprio um imigrante, tendo se mudado de Toronto para Cleveland ainda jovem), em uma época em que o preconceito contra imigrantes estava em ascensão.”
O que esses ideólogos fazem é uma apropriação descarada da história e da identidade de Siegel e Shuster para promover uma agenda que não tem absolutamente nada a ver com o que os criadores do Superman tinham em mente. Eles transformam o contexto histórico dos anos 1930 em uma caricatura simplista onde “todos os americanos brancos eram xenófobos”, como se a história fosse uma novela maniqueísta de mocinhos progressistas contra vilões conservadores.
O que esse tipo de ativismo disfarçado de jornalismo não consegue entender é que o Superman foi criado como um símbolo de esperança universal, não como um panfleto político. Ele representa o melhor da humanidade, independentemente de raça, nacionalidade ou status de imigração. Transformá-lo em um veículo para sermões sobre políticas de fronteira e identidade racial é uma traição ao espírito do personagem.
Enquanto a indústria continuar nesse caminho de politização forçada e alienação dos fãs, as vendas de quadrinhos continuarão em queda livre. Não é coincidência que as histórias em quadrinhos independentes estão florescendo enquanto a DC e a Marvel definham sob o peso de sua obsessão ideológica.
Quando o Superman finalmente entrar em domínio público, talvez seja a melhor chance que temos de ver o Homem de Aço retornar às suas raízes: inspirar pessoas a sonhar com um mundo melhor, em vez de servir como peão em jogos políticos que dividem em vez de unir.
Até lá, continuaremos assistindo à morte lenta e dolorosa de um ícone americano nas mãos daqueles que deveriam ser seus guardiões.
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