Bomba! Diretora de The Marvels Revela: O Filme Que Você Viu NÃO É O Que Ela Filmou!

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A cineasta Nia DaCosta, que ganhou notoriedade com o aclamado reboot de “Candyman” em 2021, trouxe à tona informações surpreendentes sobre sua experiência dirigindo “The Marvels” para o Universo Cinematográfico da Marvel (MCU). Durante uma palestra como convidada de honra no prestigiado festival de roteirismo Storyhouse, DaCosta não mediu palavras ao afirmar que o produto final exibido nos cinemas representa uma versão drasticamente alterada daquela que ela não apenas propôs inicialmente, mas também do material que efetivamente dirigiu e filmou. Essa declaração lança luz sobre os processos internos da Marvel Studios e a dinâmica, por vezes conflituosa, entre a visão autoral dos diretores e as exigências de uma franquia interconectada e de grande escala.

A diretora compartilhou que sua incursão pelo MCU, embora uma oportunidade significativa na carreira, acabou se revelando uma fonte maior de frustração do que de satisfação artística, principalmente devido ao que descreveu como o “estilo de produção em série” característico da franquia. Esse modelo, focado na continuidade e nas necessidades do universo expandido, frequentemente impõe limitações e alterações que podem divergir substancialmente da intenção original do cineasta, algo que DaCosta sentiu na pele durante a pós-produção de “The Marvels”. A revelação confirma rumores e especulações sobre a produção conturbada do longa e levanta questões sobre o controle criativo dentro de grandes estúdios.

Frustração, Adaptação e a Busca por Liberdade Criativa

Aprofundando-se nos obstáculos enfrentados, Nia DaCosta detalhou a complexidade de se alinhar ao método de trabalho da Marvel, um sistema que opera de maneira muito distinta de seu próprio processo criativo e estilo de direção. Ela admitiu ter se esforçado para manter uma perspectiva positiva ao longo da produção, mas confessou abertamente que a edição final, resultado de extensas refilmagens e decisões tomadas em fases posteriores sobre as quais ela teve controle limitado, modificou significativamente o filme que ela havia concebido e entregue inicialmente. A experiência em “The Marvels” foi tão impactante que, segundo a própria diretora, ela sentiu uma necessidade visceral de se reconectar com sua paixão pelo cinema de forma mais pura e autêntica logo após concluir suas obrigações com a Marvel. Essa busca por renovação artística e motivação a levou diretamente para seu projeto seguinte: a adaptação do clássico drama norueguês “Hedda Gabler”.

Assumir um projeto de natureza tão diferente, mais íntimo e focado na profundidade dramática, representou para DaCosta uma forma de recuperar a satisfação e o controle criativo que sentiu terem sido diluídos durante sua passagem pelo MCU. Sua trajetória em “The Marvels” exemplifica a tensão frequente entre diretores com visões artísticas fortes e as engrenagens das grandes franquias cinematográficas, onde o produto final é muitas vezes moldado por múltiplos fatores que transcendem a visão do diretor principal.

Diretora de The Marvels teria deixado filme na pós-produção para trabalhar em outro projeto

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