Matéria revela “cobrança pesada” de Zaslav após prejuízos de 2024
Há quase três anos, David Zaslav era escolhido como CEO da Warner Bros. Sua primeira missão foi fazer uma “limpeza” na estrutura do tradicional estúdio e cortar gastos. Missão dada, missão cumprida. Ao menos, no início.
Uma das primeiras vítimas do executivo em abril de 2022 foi eliminar, ainda no ninho, o trágico filme da Batgirl, que sequer foi para o streaming.
Outra tarefa crucial foi unificar o streaming da companhia e renovar a marca, transformando a HBO Max em apenas Max, adicionando ao cardápio a programação do Discovery +.
Além disso, era esperado que o universo cinematográfico da DC voltasse a ser rentável – e de qualidade. Ao nos aproximarmos do aniversário da posse de Zaslav, notamos que o resultado ficou bem aquém do esperado.
Essa retrospectiva, aliás, foi parar no site da Bloomberg, que analisou todo o contexto da administração do CEO, pontuando alguns desastres que aconteceram nesse período.
Zaslav cobrou pesado a catástrofe de “Delírio a Dois”
Uma das principais informações de bastidores apontada pela Bloomberg foi a catástrofe financeira de Coringa – Delírio a Dois, que mal fez cócegas nas bilheterias, registrando meros US$ 208 milhões. Segundo o site, a cobrança aos diretores do estúdio Michael De Luca e Pamela Abdy foi forte.
Na mesma ocasião, Zaslav (que entrara também com a função de policiar os roteiros carregados de cultura woke) listou os gastos excessivos da Warner que já comprometem as cifras da empresa do ano fiscal de 2026. Entre eles, Mickey 17, estrelado por Robert Pattinson, que custou US$ 100 milhões e abriu com meros US$ 20 milhões nas salas norte-americanas.
A reação de Zaslav ao trabalho de Michael De Luca e Pamela Abdy foi mais surpreendente pelo fato das contratações anunciadas previamente pela dupla, incluindo as estrelas Tom Cruise, Timothée Chalamet e Margot Robbie. Robbie, aliás, desponta como uma das protagonistas do grande sucesso da gestão Zaslav: Barbie: o Filme, que ultrapassou a renda de US$ 1.4 bilhão.
Contudo, a arrecadação monstruosa da suposta “comédia infantil”, estrategicamente recheada de feminismo pelos roteiristas, não foi o bastante para cobrir as perdas homéricas geradas por diversos longas que ficaram apenas na promessa.
Entre eles, a Bloomberg destaca o tumultuado The Flash e o inofensivo Aquaman 2. O primeiro mal chegou aos US$ 270 milhões, tendo custado mais de US$ 200 milhões. Já o longa estrelado por Jason Momoa foi um pouco melhor, batendo nos US$ 440 milhões ao custo de US$ 205 milhões (excluindo aqui as despesas obrigatórias com o marketing).
E por falar em marketing, o mal desempenho financeiro da Warner Bros em 2024 fez duas vítimas. A principal delas, Josh Goldstine, responsável pelo trabalho de divulgação dos filmes. Também sobrou para Andrew Cripps, encarregado da distribuição internacional da Warner. Neste caso, a demissão foi das mais embaraçosas, já que o contrato do gerente havia sido renovado no ano passado.
Superman – a grande esperança da Warner
Antes mesmo da matéria divulgar os bastidores da Warner Bros., já era sabido que o clima na poderosa e tradicional companhia não era dos melhores. Os cabeças do estúdio estão confiantes que 2025 será melhor – principalmente por conta da principal atração da companhia: Superman de James Gunn, com estreia definida para 10 de julho.
Enquanto isso, os criticados Michael De Luca e Pamela Abdy tentam apagar incêndios nos bastidores, com o intuito de tornar a casa mais rentável – ou ao menos, conter os danos gerados pelos filmes de qualidade bastante duvidosa das últimas temporadas.
Uma das saídas encontradas pela dupla foi Ted Lim, contratado junto ao MGM Studios. Segundo De Luca, Lim terá a função de ajudar a “otimizar os processos” e “garantir que os movimentos do grupo estejam alinhados com os objetivos corporativos de longo prazo da Warner Bros. Discovery”.